terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Como açucena



Como açucena, abre-se o teu rosto
Por sobre a doce, tímida paisagem;
Serena imagem
Na manhã de Agosto.

Como magnólia, vertes o perfume
Das tuas ancas sobre o pinheiral;
Ávido de lume,
Casto e sensual.

Como pinho selvagem, te recebo
E amo no chão de areia ensolarado;
Ingénuo efebo
Deslumbrado.


Daniel Filipe

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