As mãos dessa franzina criatura
São feitas das camélias cetinosas;
Ressumbra na suavíssima textura
O azul das ténues veias caprichosas.
Levemente compridas, graciosas,
Escurecem das teclas a brancura,
E desprezam as lindas preguiçosas
Os finos arabescos da costura.
Os dedos são de jaspe modelado:
E as unhas...só podiam ser paletas
De um chinês imitar-lhes o rosado.
Se alguém as beija em curvas etiquetas,
Sente um aroma doce e delicado
Como o aroma subtil das violetas.
(Gonçalves Crespo) - Miniaturas
domingo, 19 de outubro de 2008
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