Coisa nenhuma
foi tão verdadeira
como a tua alma
quando tu ma deste.
Deste-ma inteira...
Tua mão, que a dava,
nem me perguntava
se eu a merecia.
Dava-a e sorria,
como quem recebe.
Por que graça rara
ficaste florida,
mesmo assim despida
dessa flor pura?
(Sebastião da Gama) - in Cabo da Boa Esperança
Edições Ática
sábado, 8 de novembro de 2008
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1 comentário:
Diz tanto esta dádiva!...
Reconheço-me nela e, sem peneiras, dou-me conta que há dádivas que acontecem apenas uma vez...
E, haverá maior felicidade do que a de termos consciência de que a vida é mesmo isto?!...
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