Soneto de Jacob, pastor antigo
-Soneto de Raquel, serrana bela...
Oh! quantas vezes o relembro e digo,
Pensando em ti, como se foras Ela!
O que eu servira para viver contigo,
-tão doce, tão airosa e tão singela!
Assim distante do teu rosto amigo,
em torturar-me a ausência se desvela!
E vou sofrendo a minha pena amarga,
- pena que não me deixa nem me larga,
bem mais cruel que a de jacob pastor!
Raquel não era dele, sempre a via,
enquanto eu não vejo, noite e dia,
aquela que me tem por seu senhor!
António Sardinha
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)

Sem comentários:
Enviar um comentário