Onde moras? Onde moras?
Se adivinhasse onde moras,
- Em frente da tua porta,
Olhando a tua janela,
Veria passar as horas,
As minhas últimas horas.
Sem ti, a vida que importa?
A Vida, nem penso nela...
Veria passar as horas
As minhas últimas horas,
Em frente da tua porta,
Olhando a tua janela...
Onde moras? Onde moras?
É num castelo roqueiro?
Se é num castelo roqueiro,
Erguido na penedia,
Sobre o rochedo mais alto
À beira-mar sobranceiro,
Com a minha fantasia
Irei tomá-lo de assalto,
Esse castelo roqueiro
Erguido na penedia,
Sobre o rochedo mais alto,
À beira-mar sobranceiro...
Onde moras? Onde moras?
É nos abismos do mar?
Se é nos abismos do mar,
Sobre a múrmura corrente,
No teu leito de amaranto
Irei também descansar,
Ficando perpetuamente
Naquele perpétuo encanto
Do Rei Harald Horfagar...
No teu leito de amaranto
Irei também descansar,
Ficando perpetuamente
Naquele perpétuo encanto
Do Rei Harald Horfagar.
Onde moras? Onde moras?
É numa estrela, ilha de ouro?
Se é numa estrela, ilha de ouro,
- A vida-Láctea é uma ponte,
Subirei por ela ao céu...
Para alcançar o meu tesouro
Não há remoto horizonte,
Nem Sagitário ou Perseu...
Onde moras? Onde moras?
Se adivinhasse onde moras,
- Em frente da tua porta,
Olhando a tua janela,
Veria passar as horas,
Sem ti, a vida que importa?
A Vida, nem penso nela...
Veria passar as horas,
As minhas últimas horas,
Em frente da tua porta,
Olhando a tua janela,
Numa extasiada emoção.
Dize-me, pois, onde moras,
Se porventura não moras
Dentro do meu coração...
António Feijó - "O poeta que morreu de amor..."
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