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sexta-feira, 10 de novembro de 2017
sexta-feira, 9 de janeiro de 2015
Os Teus Olhos
Direi verde
do verde dos teus olhos
de um rugoso mais verde
e mais sedento
Daquele não só íntimo
ou só verde
daquele mais macio mais ave
ou vento
Direi vácuo
volume
direi vidro
Direi dos olhos verdes
os teus olhos
e do verde dos teus olhos direi vício
Voragem mais veloz
mais verde
ou vinco
voragem mais crispada
ou precipício
Maria Teresa Horta, in 'Candelabro'
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Sonho,
Sorrir,
Sorriso
quinta-feira, 1 de abril de 2010
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Sexta-feira à noite
Sexta-feira à noite
Os homens acariciam o clitóris das esposas
com os dedos molhados de saliva.
O mesmo gesto com que todos os dias
contam dinheiro, papéis, documentos
e folheiam nas revistas
a vida dos seus ídolos.
Sexta-feira à noite
os homens penetram as suas esposas
com tédio e pénis.
O mesmo tédio com que todos os dias
enfiam o carro na garagem,
o dedo no nariz
e metem a mão no bolso
para coçar o saco.
Sexta-feira à noite
os homens ressonam de borco
enquanto as mulheres no escuro
encaram o seu destino
e sonham com o príncipe encantado.
(Marina Colasanti)
Os homens acariciam o clitóris das esposas
com os dedos molhados de saliva.
O mesmo gesto com que todos os dias
contam dinheiro, papéis, documentos
e folheiam nas revistas
a vida dos seus ídolos.
Sexta-feira à noite
os homens penetram as suas esposas
com tédio e pénis.
O mesmo tédio com que todos os dias
enfiam o carro na garagem,
o dedo no nariz
e metem a mão no bolso
para coçar o saco.
Sexta-feira à noite
os homens ressonam de borco
enquanto as mulheres no escuro
encaram o seu destino
e sonham com o príncipe encantado.
(Marina Colasanti)
quinta-feira, 30 de julho de 2009
BESOS
Abro um pouco o A
Beijo com vontade o M
Contorno bem o O
E faço cócegas ao R
Assim mostro o que sinto
Se te soletrar, direi:
A de Amor
M de muito Amor
O de obviamente Amor
R de repetido Amor
Se te desenhar, será com:
Um redondo Arco
Feito à Mão livre
Na mais linda Obra
Que me sai sem Rascunho
E pronto...
Sais sempre Tu
Sai sempre AMOR!
Besos
(Autor desconhecido)
Beijo com vontade o M
Contorno bem o O
E faço cócegas ao R
Assim mostro o que sinto
Se te soletrar, direi:
A de Amor
M de muito Amor
O de obviamente Amor
R de repetido Amor
Se te desenhar, será com:
Um redondo Arco
Feito à Mão livre
Na mais linda Obra
Que me sai sem Rascunho
E pronto...
Sais sempre Tu
Sai sempre AMOR!
Besos
(Autor desconhecido)
segunda-feira, 25 de maio de 2009
sábado, 11 de abril de 2009
domingo, 29 de março de 2009
Domingo e nós
«"O que é que você vai fazer domingo à tarde?"
Por que é que você não vai sair comigo?
Vem passar a tarde comigo
vamos passear de mão dada,
os olhos enroscados nos olhos
e os lábios carentes de beijos
vão afogar-se em mil desejos
e a tarde será noite
e a noite será dia
e o dia será a vida
e sempre assim
mergulhados um no outro
seremos felizes...
beijos e beijos...
"beija-me, beija-me mil vezes..."
E sabes que a esta hora
e na hora anterior
e na posterior
eu penso em ti
e sempre.
"beija-me mil vezes, mil vezes mais..."»
Rouxinol (29.03.2009 - 18:02)
Por que é que você não vai sair comigo?
Vem passar a tarde comigo
vamos passear de mão dada,
os olhos enroscados nos olhos
e os lábios carentes de beijos
vão afogar-se em mil desejos
e a tarde será noite
e a noite será dia
e o dia será a vida
e sempre assim
mergulhados um no outro
seremos felizes...
beijos e beijos...
"beija-me, beija-me mil vezes..."
E sabes que a esta hora
e na hora anterior
e na posterior
eu penso em ti
e sempre.
"beija-me mil vezes, mil vezes mais..."»
Rouxinol (29.03.2009 - 18:02)
sábado, 21 de março de 2009
domingo, 15 de fevereiro de 2009
Arma secreta
"Tenho uma arma secreta
ao serviço das nações.
Não tem carga nem espoleta
mas dispara em linha recta
mais longe que os foguetões.
Não é Júpiter, nem Thor,
nem Snark ou outros que tais.
É coisa muito melhor
que todo o vasto teor
dos Cabos Canaverais.
A potência destinada
às rotações da turbina
não vem da nafta queimada,
nem é de água oxigenada
nem de ergóis de furalina.
Erecta, na noite erguida,
em alerta permanente,
espera o sinal da partida.
Podia chamar-se VIDA.
Chama-se AMOR, simplesmente."
António Gedeão, Poesias Completas (1956-1967),
Lisboa, Portugália Editora, 1975, 5.ª ed.
Retirado de: http://pracadapoesia.blogspot.com
ao serviço das nações.
Não tem carga nem espoleta
mas dispara em linha recta
mais longe que os foguetões.
Não é Júpiter, nem Thor,
nem Snark ou outros que tais.
É coisa muito melhor
que todo o vasto teor
dos Cabos Canaverais.
A potência destinada
às rotações da turbina
não vem da nafta queimada,
nem é de água oxigenada
nem de ergóis de furalina.
Erecta, na noite erguida,
em alerta permanente,
espera o sinal da partida.
Podia chamar-se VIDA.
Chama-se AMOR, simplesmente."
António Gedeão, Poesias Completas (1956-1967),
Lisboa, Portugália Editora, 1975, 5.ª ed.
Retirado de: http://pracadapoesia.blogspot.com
sábado, 10 de janeiro de 2009
No Coração, Talvez
"No coração, talvez, ou diga antes:
Uma ferida rasgada de navalha,
Por onde vai a vida, tão mal gasta.
Na total consciência nos retalha.
O desejar, o querer, o não bastar,
Enganada procura da razão
Que o acaso de sermos justifique,
Eis o que dói, talvez no coração."
José Saramago, in Os Poemas Possíveis
Uma ferida rasgada de navalha,
Por onde vai a vida, tão mal gasta.
Na total consciência nos retalha.
O desejar, o querer, o não bastar,
Enganada procura da razão
Que o acaso de sermos justifique,
Eis o que dói, talvez no coração."
José Saramago, in Os Poemas Possíveis
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
IDEAL
Onde moras? Onde moras?
Se adivinhasse onde moras,
- Em frente da tua porta,
Olhando a tua janela,
Veria passar as horas,
As minhas últimas horas.
Sem ti, a vida que importa?
A Vida, nem penso nela...
Veria passar as horas
As minhas últimas horas,
Em frente da tua porta,
Olhando a tua janela...
Onde moras? Onde moras?
É num castelo roqueiro?
Se é num castelo roqueiro,
Erguido na penedia,
Sobre o rochedo mais alto
À beira-mar sobranceiro,
Com a minha fantasia
Irei tomá-lo de assalto,
Esse castelo roqueiro
Erguido na penedia,
Sobre o rochedo mais alto,
À beira-mar sobranceiro...
Onde moras? Onde moras?
É nos abismos do mar?
Se é nos abismos do mar,
Sobre a múrmura corrente,
No teu leito de amaranto
Irei também descansar,
Ficando perpetuamente
Naquele perpétuo encanto
Do Rei Harald Horfagar...
No teu leito de amaranto
Irei também descansar,
Ficando perpetuamente
Naquele perpétuo encanto
Do Rei Harald Horfagar.
Onde moras? Onde moras?
É numa estrela, ilha de ouro?
Se é numa estrela, ilha de ouro,
- A vida-Láctea é uma ponte,
Subirei por ela ao céu...
Para alcançar o meu tesouro
Não há remoto horizonte,
Nem Sagitário ou Perseu...
Onde moras? Onde moras?
Se adivinhasse onde moras,
- Em frente da tua porta,
Olhando a tua janela,
Veria passar as horas,
Sem ti, a vida que importa?
A Vida, nem penso nela...
Veria passar as horas,
As minhas últimas horas,
Em frente da tua porta,
Olhando a tua janela,
Numa extasiada emoção.
Dize-me, pois, onde moras,
Se porventura não moras
Dentro do meu coração...
António Feijó - "O poeta que morreu de amor..."
Se adivinhasse onde moras,
- Em frente da tua porta,
Olhando a tua janela,
Veria passar as horas,
As minhas últimas horas.
Sem ti, a vida que importa?
A Vida, nem penso nela...
Veria passar as horas
As minhas últimas horas,
Em frente da tua porta,
Olhando a tua janela...
Onde moras? Onde moras?
É num castelo roqueiro?
Se é num castelo roqueiro,
Erguido na penedia,
Sobre o rochedo mais alto
À beira-mar sobranceiro,
Com a minha fantasia
Irei tomá-lo de assalto,
Esse castelo roqueiro
Erguido na penedia,
Sobre o rochedo mais alto,
À beira-mar sobranceiro...
Onde moras? Onde moras?
É nos abismos do mar?
Se é nos abismos do mar,
Sobre a múrmura corrente,
No teu leito de amaranto
Irei também descansar,
Ficando perpetuamente
Naquele perpétuo encanto
Do Rei Harald Horfagar...
No teu leito de amaranto
Irei também descansar,
Ficando perpetuamente
Naquele perpétuo encanto
Do Rei Harald Horfagar.
Onde moras? Onde moras?
É numa estrela, ilha de ouro?
Se é numa estrela, ilha de ouro,
- A vida-Láctea é uma ponte,
Subirei por ela ao céu...
Para alcançar o meu tesouro
Não há remoto horizonte,
Nem Sagitário ou Perseu...
Onde moras? Onde moras?
Se adivinhasse onde moras,
- Em frente da tua porta,
Olhando a tua janela,
Veria passar as horas,
Sem ti, a vida que importa?
A Vida, nem penso nela...
Veria passar as horas,
As minhas últimas horas,
Em frente da tua porta,
Olhando a tua janela,
Numa extasiada emoção.
Dize-me, pois, onde moras,
Se porventura não moras
Dentro do meu coração...
António Feijó - "O poeta que morreu de amor..."
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